FintechLab
FintechLab

Comece a digitar para buscar

PagamentosBanking

Vantagens competitivas aceleram migração das contas-bolsão para contas nominais

Fintechs passam a ter limites maiores para transações via PIX, mais flexibilidade para saques, e maior estabilidade operacional

R

Redação

13 de janeiro, 2026
Compartilhar:
Vantagens competitivas aceleram migração das contas-bolsão para contas nominais

Resumo

Com as novas diretrizes do Banco Central, o modelo de contas-bolsão está sendo substituído por contas nominais nas fintechs. Essa mudança visa aumentar a segurança e a rastreabilidade nas transações financeiras.

Importante saber:

  • Atração de confiança e transparência nas operações financeiras.

  • Contas nominais são obrigatórias para empresas, exigindo formalização de pessoas físicas.

  • Melhores práticas regulatórias impactam positivamente a operação e limites de transações.

O avanço das ações do Banco Central para fortalecer o combate a fraudes, lavagem de dinheiro e uso indevido do sistema financeiro tem colocado em evidência o modelo das chamadas contas-bolsão, estruturas em que recursos de diferentes clientes transitam por uma mesma conta intermediária. Neste cenário, tanto os especialistas como as próprias fintechs estão optando por antecipar a transição deste modelo para as contas nominais. A avaliação é de que essa movimentação representa não apenas conformidade com as regras do BC, mas também um passo estratégico para fortalecer a confiança, a transparência e a longevidade do negócio.

Para Lorival Guerreiro Filho, cofundador e diretor da Pushin Pay, embora as regras sobre o tema não sejam novas, o rigor na fiscalização e a cobrança por maior transparência tornaram a migração para contas nominais uma prioridade para fintechs, instituições de pagamento e empresas que operam no ambiente digital.

Dados do próprio Banco Central indicam que o reforço nos mecanismos de identificação de titulares e rastreabilidade das transações é parte central da agenda regulatória dos últimos anos, especialmente após investigações que identificaram o uso de contas intermediárias para ocultar a origem e o destino de recursos. A diretriz é clara: cada operação financeira deve estar vinculada de forma direta e transparente a quem, de fato, recebe o dinheiro.

 Filho informa que a Pushin Pay tem orientado seus clientes a migrarem para o modelo de conta nominal, no qual as transações passam a exibir, de forma explícita, a razão social e o CNPJ do recebedor. Segundo a empresa, a iniciativa está alinhada às melhores práticas exigidas pelo regulador e ao movimento de equiparação das fintechs às obrigações de transparência dos bancos tradicionais.

“Existe uma evolução clara na forma como o Banco Central enxerga o papel das instituições de pagamento. A conta nominal não é apenas uma exigência regulatória, mas um avanço importante em termos de segurança, rastreabilidade e confiança nas relações comerciais”, afirma.

De acordo com ele, quando o pagador visualiza quem está recebendo, com CNPJ e razão social, a operação se torna mais clara para todos os envolvidos. A conta nominal, no entanto, é destinada exclusivamente a pessoas jurídicas. Usuários que ainda operam como pessoa física e desejam migrar precisam se formalizar, abrir um CNPJ e realizar um novo cadastro como empresa.

O diretor da Pushin Pay, avalia que esse movimento acompanha uma tendência mais ampla do mercado, em que a formalização passa a ser vista não apenas como obrigação legal, mas como fator de credibilidade e crescimento sustentável.

Além do alinhamento regulatório, a adoção da conta nominal traz impactos práticos para a operação das empresas. A Pushin Pay observa que clientes que já migraram passaram a contar com limites maiores para transações via PIX, mais flexibilidade para saques, inclusive no período noturno, e maior estabilidade operacional. Na prática, a identificação clara do recebedor também contribui para a redução de contestações e pedidos de devolução, além de aumentar a taxa de conversão de vendas.

“Quando a transparência aumenta, o risco diminui. Isso se reflete tanto na relação com o cliente final quanto na própria saúde financeira do negócio”, destaca Guerreiro. “Quem se antecipa às exigências do regulador tende a operar com mais previsibilidade e menos fricção.”

Enquanto o prazo de migração segue aberto, o cenário regulatório indica que a conta nominal deixará de ser uma opção para se tornar o padrão no mercado de pagamentos digitais.