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Crédito

Sete em cada dez brasileiros precisaram renegociar dívidas mais de uma vez

Estudo revela que o valor médio das dívidas por pessoa é de R$3.814

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Redação

9 de fevereiro, 2026
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Sete em cada dez brasileiros precisaram renegociar dívidas mais de uma vez

Resumo

Uma recente pesquisa da ARC4 mostra que a renegociação de dívidas se tornou vital na reorganização financeira dos brasileiros.

Cerca de 59% dos entrevistados ainda permanecem com débitos mesmo após renegociações, destacando a gravidade da inadimplência no país.

Importante saber:

  • 60% das dívidas em atraso estão ligadas ao uso de cartão de crédito.

  • 55% dos respondentes priorizam descontos ao renegociar.

  • 43% passaram a planejar melhor suas finanças após a renegociação.

Nos últimos cinco anos 73% dos participantes de uma pesquisa afirmaram ter renegociado dívidas duas ou mais vezes e, mesmo assim, 59% deles ainda mantêm algum débito em aberto. Segundo o estudo realizado pela ARC4, fintech especializada em recuperação de crédito, dados como este revelam que a renegociação de dívidas vem se consolidando como um importante instrumento de reorganização financeira no Brasil.

O trabalho ostra quinda que mais da metade (60%) das dívidas em atraso está associada ao uso do cartão de crédito, seguida por renegociações anteriores, empréstimos pessoais e cheque especial. O levantamento considerou dados da base da empresa. Segundo a ARC4, a média é de 1,32 dívidas por CPF, evidenciando a sobreposição de dívidas como fator relevante para a reincidência da inadimplência. Nesse conjunto, o valor médio das dívidas por pessoa é de R$3.814.

“O cartão de crédito costuma ser a primeira alternativa quando o orçamento aperta. Diante da queda de renda ou de um gasto inesperado, as contas deixam de fechar e a dívida pode rapidamente sair do controle. É nesse momento que uma renegociação bem estruturada faz a diferença: ao adequar o valor da dívida à real capacidade de pagamento do consumidor, ela possibilita um retorno mais saudável ao mercado de crédito”, afirmou Vivian Nobre, diretora- executiva da ARC4.

Um recorte adicional da pesquisa, baseado em entrevistas com clientes da ARC4, mostra que o endividamento tende a se repetir ao longo do tempo.

Os dados indicam que, embora a renegociação ajude a reorganizar as finanças, ela nem sempre é suficiente para evitar novos atrasos, especialmente em um cenário de crédito sensível a quedas de renda e a imprevistos econômicos. As compras parceladas respondem por 45% dos casos de endividamento, enquanto a perda de renda aparece como o principal fator de inadimplência (37%), seguida por situações inesperadas, como problemas de saúde ou acidentes (26%).

Desconto decide, juros afastam

Para 55% dos respondentes, o valor do desconto é o principal critério para aceitar uma proposta. Quase metade dos entrevistados (47%) afirma negociar dívidas em feirões de renegociação, como os promovidos por plataformas especializadas e birôs de crédito.

Os efeitos da renegociação vão além do impacto no orçamento. Após fechar acordos, cerca de 43% dos entrevistados dizem passar a planejar melhor as contas, enquanto 29% relatam melhora na qualidade do sono e redução da ansiedade. Ainda assim, para 60%, a principal prioridade após a renegociação é quitar outras dívidas pendentes.

O levantamento mostra também que aproximadamente 80% dos respondentes se consideram mais preparados para lidar com o uso do crédito após a experiência da inadimplência.

Para analisar valor médio dos contratos, sobreposição e perfil das dívidas, o estudo utilizou uma base de 4 milhões de CPFs. A etapa qualitativa incluiu entrevistas com 200 clientes. A pesquisa foi realizada entre dezembro e janeiro.