Nos últimos cinco anos 73% dos participantes de uma pesquisa afirmaram ter renegociado dívidas duas ou mais vezes e, mesmo assim, 59% deles ainda mantêm algum débito em aberto. Segundo o estudo realizado pela ARC4, fintech especializada em recuperação de crédito, dados como este revelam que a renegociação de dívidas vem se consolidando como um importante instrumento de reorganização financeira no Brasil.
O trabalho ostra quinda que mais da metade (60%) das dívidas em atraso está associada ao uso do cartão de crédito, seguida por renegociações anteriores, empréstimos pessoais e cheque especial. O levantamento considerou dados da base da empresa. Segundo a ARC4, a média é de 1,32 dívidas por CPF, evidenciando a sobreposição de dívidas como fator relevante para a reincidência da inadimplência. Nesse conjunto, o valor médio das dívidas por pessoa é de R$3.814.
“O cartão de crédito costuma ser a primeira alternativa quando o orçamento aperta. Diante da queda de renda ou de um gasto inesperado, as contas deixam de fechar e a dívida pode rapidamente sair do controle. É nesse momento que uma renegociação bem estruturada faz a diferença: ao adequar o valor da dívida à real capacidade de pagamento do consumidor, ela possibilita um retorno mais saudável ao mercado de crédito”, afirmou Vivian Nobre, diretora- executiva da ARC4.
Um recorte adicional da pesquisa, baseado em entrevistas com clientes da ARC4, mostra que o endividamento tende a se repetir ao longo do tempo.
Os dados indicam que, embora a renegociação ajude a reorganizar as finanças, ela nem sempre é suficiente para evitar novos atrasos, especialmente em um cenário de crédito sensível a quedas de renda e a imprevistos econômicos. As compras parceladas respondem por 45% dos casos de endividamento, enquanto a perda de renda aparece como o principal fator de inadimplência (37%), seguida por situações inesperadas, como problemas de saúde ou acidentes (26%).

