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Investimentos

IPO da Agibank nos EUA acende debate sobre internacionalização das fintechs brasileiras

Movimento visa criar uma base mais ampla de investidores, maior liquidez e potencial de valorização

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Redação

16 de janeiro, 2026
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IPO da Agibank nos EUA acende debate sobre internacionalização das fintechs brasileiras

Resumo

A fintech Agibank protocolou um pedido de IPO nos Estados Unidos, destacando a crescente busca de fintechs brasileiras por novos investidores. Essa estratégia pode mudar o jogo para o setor financeiro no Brasil.

Importante saber:

  • Agibank busca maior liquidez no mercado norte-americano.

  • Decisão final sobre o IPO depende de aprovações regulatórias.

  • Outras fintechs podem seguir o exemplo em busca de capital global.

 (*) Por Rafael Bellas

A fintech brasileira Agibank protocolou, em 14 de janeiro de 2026, um pedido de oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos, segundo informou a agência Reuters com base em documentos regulatórios apresentados no país. O movimento chama atenção para a crescente busca de empresas brasileiras do setor financeiro por acesso ao mercado de capitais internacional.

A eventual listagem no mercado norte-americano reforça a tendência de internacionalização das fintechs brasileiras, que veem nos Estados Unidos uma base mais ampla de investidores, maior liquidez e potencial de valorização. Além disso, a escolha por uma rota externa pode influenciar outras empresas do segmento a avaliarem alternativas fora da B3, especialmente em um cenário de competição global por capital.

Especialistas destacam que esse tipo de operação pode impactar as expectativas de valuation e de financiamento no setor de bancos digitais no Brasil, ao mesmo tempo em que amplia a visibilidade internacional das empresas nacionais.

Segundo fontes do mercado, ainda não há definição sobre o formato da oferta (se será primária, secundária ou mista) nem sobre o cronograma de lançamento. A decisão final dependerá do avanço dos trâmites regulatórios junto às autoridades norte-americanas.

Em posicionamento institucional, a avaliação de mercados externos é vista como parte da estratégia de expansão e diversificação da base de investidores. A companhia reforça que o processo segue as exigências regulatórias internacionais e não altera o atendimento aos clientes no Brasil.

Vale lembrar que o protocolo de um pedido de IPO não garante a realização da oferta. A concretização da listagem depende de aprovações formais, condições de mercado e decisões estratégicas da empresa.

(*) Rafael Bellas é coordenador de Produtos da InvestSmart XP