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Instituições financeiras adotam novas regras sobre capital de proteção contra risco de mercado

Pesquisa da KPMG revela preparativos para nova regulamentação até 2027

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Redação

8 de janeiro, 2026
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Instituições financeiras adotam novas regras sobre capital de proteção contra risco de mercado

Resumo

Uma pesquisa da KPMG indica que 48% dos bancos brasileiros ainda planejam a implementação do FRTB. O novo regulamento promete transformar a gestão de risco de mercado até 2027.

Importante saber:

  • 61% dos bancos estimam que a implementação levará mais de 12 meses.

  • Desafios incluem atualização de TI e compliance regulatório.

  • Títulos públicos têm destaque como os mais impactados.

Uma pesquisa realizada pela KPMG mostrou que quase metade (48%) das 23 instituições financeiras brasileiras que participaram do estudo está em fase de planejamento inicial e debates conceituais para a implementação dos requisitos estipulados pelo Fundamental Review of the Trading Book (FRTB) – Revisão de mesas de negociação.

A iniciativa é uma norma internacional emitida pelo Comitê Basileia que estabelece regras sobre o capital que os bancos devem manter para se protegerem contra risco de mercado. Atualmente, o Brasil está na terceira de quatro fases publicadas pelo Banco Central do Brasil para a implantação deste arcabouço regulatório, prevista para entrar em vigor em janeiro de 2027.

O levantamento mostrou ainda que somente 30% das empresas estão realizando testes e análise de impacto; 13% já iniciaram a implementação e somente 9% estão em conclusão com debates e ajustes finais. Foram mensurados também os impactos esperados dessa jornada de implementação: 35% consideram que os principais desafios para essa implementação são a atualização de sistemas de tecnologia da informação (TI) e a busca de informações e fluxos de dados, enquanto 31% citam o desenvolvimento interno de ferramentas de cálculo; 17%, a conformidade regulatória e cronograma; outros 17% a complexidade dos novos requisitos técnicos.

Quanto ao prazo para implementação, a pesquisa indica que 61% consideram adequado mais de 12 meses para uma implementação deste porte; 30% apostam em prazos entre 8 a 12 meses e 9% pretendem concluir em período inferior a 8 meses.

“As empresas do setor financeiro dos Segmentos S1, S2 e S3 estão passando por um período de mudanças significativas na forma como é determinado o capital de suporte às atividades de negociação, o que impacta diretamente na gestão de risco de mercado dos bancos. A implementação das mudanças necessárias para atender aos novos requerimentos do FRTB acontece juntamente com alterações regulatórias inerentes às operações administrativas, finanças e TI. Esse processo demanda investimentos em armazenamento de informações e análises de dados, infraestrutura e sistemas para os processos de cálculo de capital regulatório das mesas de negociação”, finaliza o sócio líder em riscos financeiros da KPMG no Brasil, Rodrigo Bauce.

Títulos públicos aparecem em destaque na lista de produtos impactados:

Dos impactos mais severos esperados nas operações, 48% dos líderes das instituições participantes afirmaram na pesquisa que os títulos públicos locais como Letra do Tesouro Nacional (LTN) e Letra Financeira do Tesouro (LFT) serão os mais impactados; 26% citaram os títulos privados não securitizados, a exemplo de debêntures e Certificado de Depósito Bancário (CDBs); 17% acreditaram que serão outros títulos privados internacionais e derivativos não lineares; e 9%, títulos públicos internacionais e derivativos lineares.