O Crédito do Trabalhador, também conhecido como Consignado Privado, comemorou um ano superando R$ 117 bilhões em empréstimos. A ABCD destaca a importância desse modelo para o acesso ao crédito no Brasil.
Importante saber:
Mais de 20 milhões de contratos foram assinados.
Participação ativa da ABCD na formulação do modelo.
Expectativa de beneficiar 25 milhões de trabalhadores nos próximos quatro anos.
Lançado oficialmente em 21 de março do ano passado, o Crédito do Trabalhador, também conhecido como Consignado Privado completou um ano neste final de semana tendo superado a marca de R$ 117 bilhões em empréstimos, de acordo com dados de janeiro do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os números são comemorados pela Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), entidade que representou as fintechs de crédito na formulação do modelo por meio de interlocução com a Secretaria de Proteção ao Trabalhador (SPT) do MTE, entre outros órgãos.
A diretora-executiva da ABCD, Claudia Amira, afirma que a Associação fez um trabalho consistente a fim de alertar a respeito das especificidades dos modelos de negócios das empresas de crédito digital. “Além disso, enfatizamos a importância de garantir isonomia competitiva no mercado de consignado privado”, disse.
A ABCD faz parte do grupo de implementação do programa e segue se reunindo com a DATAPREV, responsável pelo desenvolvimento, gestão e processamento de dados da iniciativa. “Para este ano estão previstas uma série de ações com potencial de impulsionar ainda mais o Crédito do Trabalhador, entre elas a gestão de margens, gestão de autorização ao SCR e migração automatizada do contrato para o novo vínculo empregatício do trabalhador”, completa Claudia.
Voltado a trabalhadores celetistas, incluindo empregados MEIs, domésticos e rurais, o Crédito do Trabalhador, registrou mais de 20 milhões de contratos beneficiando cerca de 9,4 milhões de brasileiros de carteira assinada.
Essa expansão acelerada reproduziu projetos como o da fintech Bull, que estabeleceu um acordo com a DM, grupo de serviços financeiros especializado em gestão de crédito. A parceria, iniciada em setembro de 2025, já originou mais de R$ 5 milhões em empréstimos e formalizou 1.300 contratos.
Os indicadores da base da DM apontam ticket médio de R$ 3.159, taxa média de 4,91% ao mês e prazo médio de 19 meses, conforme políticas de crédito e perfil de risco. Para março, a meta conjunta é alcançar R$ 2,75 milhões em operações, dos quais R$ 1,235 milhão já foram originados nos primeiros 11 dias do mês.
"O consignado privado exige tecnologia robusta, integração com dados trabalhistas e controle de risco em tempo real. Nossa atuação na parceria está focada em estruturar essa engrenagem: originação digital, análise automatizada e gestão eficiente dos desembolsos. A partir da parceria comercial com a DM, conseguimos aplicar o alcance da solução, preservando a governança e previsibilidade operacional", afirma Juliana Freitas, CEO da Bull.
“O crédito consignado privado representa uma das principais alavancas de inclusão financeira no Brasil. Ao ampliar o acesso ao crédito com taxas mais justas, previsíveis e alinhadas à capacidade de pagamento do trabalhador, torna-se especialmente relevante para as classes C, D e E. Na DM, enxergamos o consignado privado como mais do que uma linha de crédito. Quando estruturado de forma responsável, ele se torna um instrumento de transformação financeira, promovendo previsibilidade, reduzindo o endividamento desordenado e ampliando oportunidades reais para os nossos clientes. Essa visão está diretamente conectada à nossa missão de democratizar o acesso ao crédito consciente, oferecendo soluções simples, responsáveis e sustentáveis para milhões de trabalhadores brasileiros.” afirma Leticia Mara, Diretora de Produtos da DM.
Segundo a expectativa do governo federal, em até quatro anos o país, que conta com mais de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, pode beneficiar cerca de 25 milhões de pessoas com o consignado privado.