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Fintechs de crédito digital comemoram primeiro ano do Consignado Privado

Crédito do Trabalhador superou a marca de R$ 117 bilhões em empréstimos

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Redação

23 de março, 2026
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Fintechs de crédito digital comemoram primeiro ano do Consignado Privado

Resumo

O Crédito do Trabalhador, também conhecido como Consignado Privado, comemorou um ano superando R$ 117 bilhões em empréstimos. A ABCD destaca a importância desse modelo para o acesso ao crédito no Brasil.

Importante saber:

  • Mais de 20 milhões de contratos foram assinados.

  • Participação ativa da ABCD na formulação do modelo.

  • Expectativa de beneficiar 25 milhões de trabalhadores nos próximos quatro anos.

Lançado oficialmente em 21 de março do ano passado, o Crédito do Trabalhador, também conhecido como Consignado Privado completou um ano neste final de semana tendo superado a marca de R$ 117 bilhões em empréstimos, de acordo com dados de janeiro do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os números são comemorados pela Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), entidade que representou as fintechs de crédito na formulação do modelo por meio de interlocução com a Secretaria de Proteção ao Trabalhador (SPT) do MTE, entre outros órgãos.

A diretora-executiva da ABCD, Claudia Amira, afirma que a Associação fez um trabalho consistente a fim de alertar a respeito das especificidades dos modelos de negócios das empresas de crédito digital. “Além disso, enfatizamos a importância de garantir isonomia competitiva no mercado de consignado privado”, disse.

A ABCD faz parte do grupo de implementação do programa e segue se reunindo com a DATAPREV, responsável pelo desenvolvimento, gestão e processamento de dados da iniciativa. “Para este ano estão previstas uma série de ações com potencial de impulsionar ainda mais o Crédito do Trabalhador, entre elas a gestão de margens, gestão de autorização ao SCR e migração automatizada do contrato para o novo vínculo empregatício do trabalhador”, completa Claudia.

Voltado a trabalhadores celetistas, incluindo empregados MEIs, domésticos e rurais, o Crédito do Trabalhador, registrou mais de 20 milhões de contratos beneficiando cerca de 9,4 milhões de brasileiros de carteira assinada.

Essa expansão acelerada reproduziu projetos como o da fintech Bull, que estabeleceu um acordo com a DM, grupo de serviços financeiros especializado em gestão de crédito. A parceria, iniciada em setembro de 2025, já originou mais de R$ 5 milhões em empréstimos e formalizou 1.300 contratos.

Os indicadores da base da DM apontam ticket médio de R$ 3.159, taxa média de 4,91% ao mês e prazo médio de 19 meses, conforme políticas de crédito e perfil de risco. Para março, a meta conjunta é alcançar R$ 2,75 milhões em operações, dos quais R$ 1,235 milhão já foram originados nos primeiros 11 dias do mês.

"O consignado privado exige tecnologia robusta, integração com dados trabalhistas e controle de risco em tempo real. Nossa atuação na parceria está focada em estruturar essa engrenagem: originação digital, análise automatizada e gestão eficiente dos desembolsos. A partir da parceria comercial com a DM, conseguimos aplicar o alcance da solução, preservando a governança e previsibilidade operacional", afirma Juliana Freitas, CEO da Bull.

“O crédito consignado privado representa uma das principais alavancas de inclusão financeira no Brasil. Ao ampliar o acesso ao crédito com taxas mais justas, previsíveis e alinhadas à capacidade de pagamento do trabalhador, torna-se especialmente relevante para as classes C, D e E. Na DM, enxergamos o consignado privado como mais do que uma linha de crédito. Quando estruturado de forma responsável, ele se torna um instrumento de transformação financeira, promovendo previsibilidade, reduzindo o endividamento desordenado e ampliando oportunidades reais para os nossos clientes. Essa visão está diretamente conectada à nossa missão de democratizar o acesso ao crédito consciente, oferecendo soluções simples, responsáveis e sustentáveis para milhões de trabalhadores brasileiros.” afirma Leticia Mara, Diretora de Produtos da DM.

Segundo a expectativa do governo federal, em até quatro anos o país, que conta com mais de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, pode beneficiar cerca de 25 milhões de pessoas com o consignado privado.