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Empresas veem pagamentos agênticos comuns em três anos para serviços recorrentes

Pesquisa da Accenture mostra alta adoção, mas crescente preocupação com fraudes financeiras.

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Redação

19 de janeiro, 2026
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Empresas veem pagamentos agênticos comuns em três anos para serviços recorrentes

Resumo

A nova pesquisa da Accenture aponta que 57% das empresas acreditam na popularidade dos pagamentos agênticos em três anos.

No entanto, 87% das instituições financeiras destacam a confiança como uma barreira crucial para essa adoção.

Importante saber:

  • 79% dos bancos já utilizam soluções de pagamentos agênticos.

  • 69% das empresas desejam carteiras digitais em três anos, mas apenas 37% dos bancos estão preparados.

  • Necessidade de infraestrutura robusta para suportar moedas digitais e métodos de pagamento alternativos.

A nova pesquisa “Futuro do Dinheiro”, da Accenture, mostrou que 57% das empresas acreditam que pagamentos agênticos serão comuns em até três anos, especialmente para serviços recorrentes como as contas de luz, água e outras semelhantes. O estudo tem o objetivo de avaliar como as moedas digitais, as tecnologias emergentes de pagamento e os agentes impulsionados por IA estão transformando a forma como pessoas e empresas movimentam, armazenam e gerenciam dinheiro.

O trabalho mostra que os pagamentos agênticos ganham força, mas também ampliam as preocupações com fraude: 79% dos bancos já conduzem soluções de pagamentos agênticos ou autônomos e 50% das organizações estão atualizando sistemas para lidar com picos de transações iniciadas por agentes.

Por outro lado, 87% das instituições financeiras veem a confiança como principal barreira para adoção de pagamentos agênticos, e 78% delas acreditam que a fraude aumentará significativamente. Ainda sobre esse aspecto, 60% das instituições responderam que não possuem plano de resposta forense dedicado para investigar fraudes agênticas.

Para Edlayne Burr, diretora executiva e líder de estratégia para pagamentos da Accenture, à medida que os pagamentos se tornam mais autônomos, a confiança está emergindo como a moeda mais valiosa na economia digital. Segundo ela, os bancos e outros provedores de pagamentos devem incorporar segurança e conformidade em todas as interações agênticas, garantindo que a inovação nunca venha às custas da confiança.

“Enquanto as criptomoedas serviram como veículos de investimento e pagamento viáveis, o nível de interesse do consumidor e investimento institucional em stablecoins lastreados em moeda fiduciária e depósitos tokenizados está forçando a indústria a se modernizar mais rápido do que nunca. Sua adoção está remodelando as experiências do consumidor e impulsionando uma revisão da infraestrutura global de pagamentos”, afirma. 

Neste cenário, os números revelam que a demanda das empresas é maior que a prontidão dos bancos. Prova disso é que, enquanto 69% das empresas esperam que instituições financeiras ofereçam carteiras de moeda digital nos próximos três anos, atualmente apenas 37% dos bancos acreditam que essa será uma demanda real.

A pesquisa alertou ainda que cresce o interesse das empresas em usar métodos de pagamento alternativos para transações internacionais, como carteiras digitais e serviços não bancários (Coinbase, Wise, Airwallex etc.), além de moedas digitais (stablecoins, criptos, CBDCs).

Quase 8 em cada 10 bancos afirmam que será necessário um esforço substancial para suportar esses métodos emergentes.

O estudo recomenda ao mercado as seguintes ações-chave para lidar com essas tendências:

  • Preparar infraestrutura para moedas digitais: Preparar APIs e middleware e implementar protocolos de automação de conformidade para suportar stablecoins, CBDCs e depósitos tokenizados.

  • Agir rapidamente em pagamentos agênticos: Comercializar casos de uso de alto valor, como pagamentos automatizados a fornecedores, financiamento da cadeia de suprimentos, faturamento recorrente e estornos.

  • Reforçar a gestão de fraude e risco: Abordar novos vetores de risco, incluindo transações agênticas não autorizadas e identidades sintéticas, investindo em sistemas de detecção adaptativos e planos de resposta forense dedicados para manter a confiança do cliente.

  • Definir seu papel na nova economia digital: Concentrar-se em indústrias mais prontas para adotar, como varejo, seguros e saúde.

  • Construir resiliência e escala para o comércio agêntico: Preparar-se para picos de transação com sistemas nativos da nuvem. Projetar esses sistemas para redundância e resiliência cibernética e adotar tokenização para garantir que as transações sejam mais seguras e controladas em escala. 

A pesquisa "Futuro do Dinheiro" da Accenture entrevistou mais de 200 bancos e provedores de serviços de pagamento, e mais de 200 empresas em grandes mercados globais.