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Investimentos

Atlas capta R$ 5 milhões com foco em IA, pagamentos e investimentos

Nova fintech tem a ambição de simplificar o acesso entre investidores e oportunidades globais de crédito e equity

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Redação

13 de janeiro, 2026
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Atlas capta R$ 5 milhões com foco em IA, pagamentos e investimentos

Resumo

A Atlas acaba de fechar uma rodada seed de R$ 5 milhões, visando desenvolver sua plataforma de investimentos.

Com uma equipe experiente e uma abordagem inovadora, a fintech promete simplificar o acesso a produtos financeiros globais.

Importante saber:

  • Valor da rodada seed é de R$ 5 milhões.

  • Atlas já vendeu R$ 100 milhões em produtos financeiros.

  • Startup conecta investidores a oportunidades globais de crédito e equity.

A Atlas, nova plataforma que combina inteligência artificial, infraestrutura global de pagamentos e produtos financeiros estruturados, anunciou o fechamento de uma rodada seed no valor de R$ 5 milhões. De acordo com a empresa, O aporte será utilizado no desenvolvimento do aplicativo, da jornada do usuário e da plataforma de assessores — considerada pelos fundadores o principal vetor de transformação do mercado.

Entre os investidores estão o Credit Saison, grupo financeiro japonês, o Seeders Ventures, fundo formado por fundadores de startups, e ex-presidentes de bancos estrangeiros, alguns deles investidores-anjo de empresas como Rappi, Nubank, Cloudwalk e Stone.

Fundada por Felipe Siqueira e Alexandre Reda, a Atlas nasce com a ambição de simplificar o acesso entre investidores e oportunidades globais de crédito e equity, por meio de alta tecnologia e uma abordagem inédita de distribuição. A empresa afirma já ter disponibilizado e vendido cerca de R$ 100 milhões em produtos financeiros e ter alcançado, com isso, mais de R$ 1 milhão em receita em apenas dois meses de operação.

Os fundadores trabalharam juntos por quase uma década, com passagens pela XP e Banco Modal. Mais recentemente, no Mercado Bitcoin, fundaram e lideraram a vertical de Crédito Tokenizado.

A organização informa que além dos fundadores, todo o time protagonista na criação do Crédito Tokenizado no Mercado Bitcoin deixou a empresa para fundar a Atlas. O CTO é Leonard Colusso, ex-XP, Avenue e ASA, com experiência em plataformas financeiras de alta escala. Já o CCO é Bruno Seves, um dos responsáveis pela construção do modelo B2B da XP e do Banco Modal, incluindo a expansão do canal de assessores e parcerias institucionais.

Segundo Alexandre Reda, a Atlas é resultado de um projeto amadurecido ao longo de anos. “Nós não somos uma ‘startup pitch’. Somos um plano de dez anos que começou a ser desenhado ainda na XP, passou pelo Modal e ganhou forma no Mercado Bitcoin. Agora, estamos implementando tudo de forma integrada: produtos financeiros, distribuição, IA e globalização”, diz Reda.

Na prática, a plataforma atua em três principais frentes que são os produtos globais de crédito e equity, conectando investidores a oportunidades fora de suas geografias de origem; a infraestrutura de pagamentos internacionais, voltada a empresas com fornecedores e clientes em diferentes países; além de câmbio e liquidez cross-border, com foco na redução de fricções operacionais e custos.

Entre os segmentos de especialidade do time estão crédito pessoal e consignado, estruturas multisacado e multicedente, infraestrutura de telecomunicações, real estate e veículos híbridos.

A empresa considera que seu diferencial está na execução das operações de crédito. Segundo os fundadores, a equipe conseguiu reduzir a esteira tradicional do mercado de capitais para cerca de 30 dias, em operações que normalmente levariam entre seis e oito meses para sair do papel. Além disso, os instrumentos estruturados pela empresa podem ser até cinco vezes mais baratos do que alternativas tradicionais de crédito, ampliando o acesso tanto para investidores quanto para tomadores.

Um dos cases envolveu um veículo de crédito estruturado, no qual investidores institucionais e pessoas físicas investiram lado a lado, nas mesmas condições, com rating AAA de uma agência americana — algo ainda raro no mercado brasileiro. “Nosso objetivo é simples: dar acesso global, com padrão institucional, para quem nunca teve. A tecnologia é meio, não o fim”, finaliza Felipe Siqueira.