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Pagamentos

Apesar do receio, 68% dos brasileiros usam aplicativos financeiros fora de casa

Estudo mostra que 82% das pessoas não se sentem seguras ao levar o celular para grandes eventos

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Redação

10 de fevereiro, 2026
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Apesar do receio, 68% dos brasileiros usam aplicativos financeiros fora de casa

Resumo

A pesquisa do Mercado Pago confirma que a digitalização dos pagamentos não diminui a sensação de insegurança. 82% dos brasileiros se sentem inseguros ao usar aplicativos financeiros em eventos lotados.

Além disso, novas funcionalidades como o Modo Blindado prometem aumentar a segurança dos usuários.

Importante saber:

  • 93% adotam cuidado ao fazer pagamentos em público.

  • 64% não ativaram funções de segurança no último ano.

  • 27% pretendem usar Pix ou QR Code no Carnaval.

A pesquisa “Percepção de Segurança em Grandes Eventos”, realizada pelo Mercado Pago, revelou que apesar de 82% das pessoas não se sentirem seguras ao levar o celular para grandes eventos, 68% dos brasileiros não deixam de usar aplicativos financeiros fora de casa, mesmo com receio de golpes ou furtos. Segundo a empresa, os números confirmam que os pagamentos digitais já fazem parte da rotina fora de casa, mas ainda são acompanhados de forte sensação de risco.

O trabalho foi realizado com 12 mil usuários em todo o Brasil entre os dias 20 e 23 de janeiro de 2026 como parte do lançamento do Modo Blindado, solução que utiliza inteligência de geolocalização para reconhecer “Lugares de Confiança” (como a residência do usuário) e ativar, de forma automática, camadas extras de proteção assim que o cliente sai de casa. O recurso oculta saldos de conta, investimentos, criptoativos e dados de Open Finance, além de restringir limites de Pix e impor uma carência de 8 horas para alterações críticas, impedindo transferências sob coação em ambientes de alta exposição.

O Marcado Pago avalia que os dados reforçam a percepção de que a maior digitalização vem acompanhada de cautela: 93% dizem adotar algum tipo de cuidado ao realizar pagamentos na rua. Entre as principais práticas estão evitar transferências em grandes eventos (26%) e conferir valores mais de uma vez antes de confirmar a operação (20%).

No entanto, a proteção financeira ainda é majoritariamente improvisada, cerca de 75% dos entrevistados utilizam contas financeiras “alternativas” ao circular em eventos de grande aglomeração e, dentro desse grupo, 25% mantêm mais de um aplicativo financeiro como estratégia de segurança. Já o chamado “celular do ladrão” é usado por 5% como um aparelho alternativo.

Mesmo com ferramentas digitais disponíveis, o uso segue baixo: 64% não ativaram nenhuma função de segurança no último ano e três em cada dez pessoas não sabem como habilitar esses recursos nos aplicativos financeiros.

Quando o recorte é o Carnaval de rua, os pagamentos digitais aparecem como protagonistas. De acordo com a pesquisa, 27% pretendem pagar por Pix ou QR Code, enquanto 26% devem usar pagamento por aproximação pelo celular. Outros meios aparecem com menor participação: aproximação com cartão (17%), cartão com senha (16%) e dinheiro em espécie (4%).

“Os dados mostram que o brasileiro já vive o dinheiro no celular, mas ainda sem a sensação de proteção que esse novo comportamento exige. Isso ocorre, muitas vezes, por falta de entendimento sobre como se proteger de fato. A pesquisa indica que a segurança vem se tornando um dos critérios centrais na escolha da instituição financeira, o que reforça a importância de desenvolver soluções capazes de antecipar riscos e sobretudo fáceis de serem usadas”, comenta Fabiana Saenz, diretora de Inteligência Antifraude do Mercado Pago.